Como a cirurgia de catarata pode prolongar a sua vida?
Publicado em 27/04/2021
A catarata, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é a maior causa de cegueira reversível no mundo todo. Estima-se que sejam realizadas 20 milhões de cirurgias de catarata por ano em todo mundo o que a torna um dos procedimentos mais realizados e atualmente um dos mais seguros.
Recentemente uma estudiosa chamada Anne L. Coleman, do Instituto de Olhos da Universidade da Califórnia, nos EUA, terminou uma pesquisa que mostrou resultados surpreendentes.
Entre as 41.735 mulheres que fizeram a operação de catarata, notou-se um risco 60% menor de morte o que significa que as pessoas que retiram a catarata vivem mais!
O que é a catarata?
Nossos olhos possuem uma lente chamada cristalino. Ele fica atrás da íris e da pupila e permite que as imagens foquem claramente na retina, que fica no fundo do olho.
A catarata é a opacificação do cristalino. Ou seja, ela dificulta a entrada da luz no olho, o que as imagens embaçadas. Uma das primeiras queixas é a dificuldade para dirigir a noite e a leitura de legendas na televisão. A catarata aparece com o envelhecimento, geralmente a partir dos 60 anos.
Ela pode ser:
1. Congênita: quando se nasce com a catarata.
2. Senil: após os 60 anos.
3. Secundária: quando aparece mais cedo, em consequência a alguns destes fatores:
• Fumo.
• Miopia alta.
• Excesso exposição à luz solar ou radiação infravermelha.
• Uso por longo tempo de corticóides (hormônios esteroides).
• Histórico familiar.
• Diabetes.
• Cirurgia ocular prévia.
• Traumas oculares.
E, afinal de contas, por que a cirurgia de catarata pode estender sua vida?
Só quem se encontra em uma situação de baixa da visão sabe como isto o abala psicologicamente. Baixa autoestima, baixa de autoconfiança, desânimo, depressão.
Com o envelhecimento a agilidade e mobilidade também vão ficando mais difíceis então a maioria das atividades do idoso acaba dependendo muito da sua visão. Como a leitura de um livro, a televisão, a internet, uma atividade manual.
Então, quando a pessoa volta a enxergar bem tudo melhora!!!
Melhora a qualidade de vida, sensação de liberdade, independência e volta-se de executar todas as atividades que tinham sido deixadas de lado.
As pessoas operadas, também sentem-se mais seguras para alguma atividade física, caminhadas, o que ajuda na prevenção de outras doenças.
Uma melhor visão também evita acidentes e quedas.
A cirurgia tem riscos?
Assim como qualquer procedimento cirúrgico, a remoção da catarata tem riscos, e é uma cirurgia muito delicada, mas graças aos avanços tecnológicos e expertise na técnica cirúrgica as chances de complicações são mínimas.
Como é a cirurgia?
Hoje em dia, a cirurgia é rápida e não exige internação. Usa-se um anestésico local e o corte é bem pequeno, tanto que pontos nem são necessários. A catarata é fragmentada dentro do olho em vários pedacinhos e depois aspirada, em seguida é implantada uma lente intraocular.
Apenas um olho pode ser operado por vez. Geralmente dou um intervalo de sete a quinze dias para operar o segundo olho.
O ideal é que se remova a catarata enquanto ela não está muito dura, pois quanto densa, mais riscos existem.
E a recuperação, como é?
A recuperação é bem rápida, geralmente não impacta na rotina diária do paciente pois existem pouquíssimas restrições no pós-operatório.
Algumas são:
• Não carregar peso por 15 dias.
• Não entrar no mar ou piscina por 15 dias.
• Usar os colírios recomendados em torno de 30 dias.
A pessoa precisará usar óculos ainda?
Na maioria dos casos através do implante das lente intraoculares mais modernas os pacientes perdem a dependência do óculos.
Para mais informações sobre as lentes intraoculares, assista o vídeo:
Como você pode perceber, ter catarata hoje em dia, é uma grande oportunidade de renovação, de melhora na qualidade de vida e ainda com a possibilidade de não depender mais dos óculos.
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Grande Abraço!
Claudia Del Claro Médica Oftalmologista - CRM SC-10589
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná e residência em Oftalmologia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.
Médica Responsável pelo Setor de Lentes de Contato do Hospital de Olhos de Florianópolis.
Membro da ISCRS (International Society of Cataract and Refractive Surgery), da AAO (Academia Americana de Oftalmologia), do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e da BRASCRS (Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa).